Tamanho desinteresse no jogo do último domingo deu no que deu. O 0 a 0 pelo menos serviu como pretexto para o ronco no sofá após a feijoada e a cachaça no final da tarde. Nem mesmo o rubro-negro mais feladapôta merece ver seu Manto Sagrado maculado pelas exibições de Willians, Renato Abreu e Deivid ontem em Macaé. Parecia que todos estavam ali só pra passar o tempo antes do bumdalelê na casa de Ronaldinho Gaúcho, que aconteceria horas mais tarde.
O empate foi motivo suficiente para aqueles que reclamavam das atuações de R10 e Thiago Neves nunca mais ousarem manifestar-se. Mesmo com os olhos vendados e os pés e mãos amarrados, os dois sobram com folgas paquidérmicas em relação aos demais atletas do elenco. Se com ambos em campo, temos talento para superar o mais qualificado adversário do país – quiçá do mundo - não seria exagero dizer que sem eles, nosso time equivale-se aos esforçados oponentes cabofrienses. Afinal de contas, pelo menos no caso do jogo de ontem, os números não mentem.
Outra coisa: por que cargas d´água Diego Maurício ainda não é titular desse time se é, de longe, o melhor atacante do elenco? Sim, porque nem R10 nem Neves o são. No máximo, fazem as vezes de dianteiros quando as circunstâncias exigem. Mas nenhum tem a volúpia e fome pelo gol da Serena Willians rubro-negra. Uma pena suas duas bolas chutadas na trave no segundo tempo.
Wanderley parece não render o mesmo iniciando a partida do que quando entra ao longo do jogo. Negueba cada vez me convence mais que não passa de uma promessa de bom meia ou, no máximo, meia-atacante caindo pelas pontas. Mas ainda lhe falta tranqüilidade na hora do último passe e da finalização. E o Deivid? Após a cabeçada, de dentro da pequena área, sobre o gol do goleiro adversário na etapa final, acho que não vale a pena sequer nos ocuparmos de uma análise mais detalhada.
Só para concluir: tudo isso é indício de que em breve pode ter gente nova pintando na Gávea. Ou não tão nova assim. Só espero que o bom trabalho e a harmonia do grupo sejam preservados e nosso saudável hábito de gritar “é campeão” volte à rotina, sem que, para isto, tenhamos o ônus de figurarmos em páginas policiais ou revistas de fofoca.
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