domingo, 13 de março de 2011

Recordando Nelson

O 0 a 0 no Fla x Flu do último domingo estava escrito 40 minutos antes do Big Ben. E, a cada volta do ponteiro, não era preciso a vidência de um Maomé ou Moisés de Cecil B. de Mille. Era batata que o marcador não seria alterado.

Nem Sobrenatural de Almeida seria capaz de mudar o panorama da partida. Como se não bastasse a indolência de ambas as equipes, o jovem árbitro escalado para o confronto fazia questão de se fazer notar por inversões de faltas, vantagens mal marcadas e cartões não aplicados. Espero que algum colega de profissão, após o duelo, tenha tido a lucidez de aconselhar-lhe ao pé do ouvido: ‘meu filho, envelheça!’.

Do banco de reservas, o pré-demitido Muricy Ramalho parecia agradecer aos céus. A partir desta semana, terá como comandados Ganso, Neymar e cia, esquecendo de uma vez por todas Gum, Marquinho e Leandro Euzébio. Já Luxemburgo parece querer surpreender a todos a cada rodada. Se Negueba sequer participou do jogo na última quinta, no clássico eterno começou jogando entre os 11. Perguntam-me: e Egídio? O que ainda faz Egídio com a camisa do Flamengo? Outro ainda indaga: e Fierro? Quem é o empresário de Fierro? Eita sujeito competente!

Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves estiveram muito bem marcados e sem companhia no ataque. Com as meninas do laranjal encolhidas medrosamente em seu campo defensivo, nossos armadores não encontravam espaço para apresentar todo o resplendor de seu futebol. Léo Moura também contava com a constante companhia de um oponente maquiado em seu encalço, o que reduzia sobremaneira nossas alternativas ofensivas.

De positivo, é justo destacar a segurança de Felipe e o vigor da dupla de zaga. Se Wellington e David Braz ainda estão longe de lembrarem Baresi e Beckenbauer, ao menos diminuíram quase a zero as chances do He-Man purpurinado e do Mercenário das Árábias.

Ao final, o placar em branco garantiu a nossa condição de única equipe invicta no atual certame e uma invencibilidade contra nosso co-irmão esquisitão para mais de quatro anos em estaduais. O empate ainda nos manteve como líderes do grupo A, à frente do cambaleante Vice da Gama. E, como se não bastasse, ainda assistimos à hilária demissão de Mauricy Humoralho após o derby. Elas que corram atrás agora se quiserem nos encontrar na grande final.

Tá certo que os fatos também nos mostrem que o time ainda parece taticamente meio torto, alguns jogadores ainda batam cabeça uns com os outros, nos falte um lateral-esquerdo talentoso, um centroavante eficiente e um zagueiro mais habilidoso e experiente para conquistarmos, aí sim, um grande título nacional e internacional. Mas, invictos, campeões da Taça GB e lideres do returno, só nos resta recordar Nelson: pior para o fatos.

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