Valeu pelos três pontos e pela disposição do Wanderley. O jogo não foi mais nem menos do que o esperado. E o Gaúcho? Não foi mal. Deu alguns bons passes errou outros tantos. Enfeitou menos do que de hábito e até que jogou com objetividade. Também não dá pra dizer que o craque não se esforçou. Voltou para buscar o jogo e deixou por duas vezes os companheiros em posição de finalização. Pena que Deivid e Renato Abreu não pensam tão rápido como ele e desperdiçaram as oportunidades. Obviamente não foi o jogador dos tempos do Barcelona. Mas nem devemos esperar por isso. Pelo menos não tão cedo. Enfim, uma nota 7 está de bom tamanho para o dentuço.
O problema, claro, foi o entrosamento. Parecia que os dois capitães tinham batido zerinhoum antes do jogo e colocaram onze para cada lado, tamanho o desencontro de passes no time. Vander, Ronaldinho, Thiago Neves e Renato Abreu pareciam meio confusos sobre o que fazer e que posições ocupar dentro das quatro linhas. O desentrosamento sobrecarregou Maldonado e Willians – que mostrou a invejável garra de sempre – e o Flamengo perdeu o meio de campo para o Nova Iguaçu na primeira etapa. Tivemos sorte de não descer para o vestiário perdendo de um a zero após o atacante da equipe laranja chutar para fora cara a cara com Felipe.
No intervalo o pau deve ter quebrado no vestiário, pois os caras voltaram mais ligados. Apesar de ainda desorganizado, os jogadores estavam correndo mais e marcando mais em cima, o que impediu que o time da Baixada crescesse na partida. Mas o que mudou mesmo o cenário foi a substituição Deivid por Wanderley. Juro que eu torcia para o primeiro dar certo no Flamengo. Era um belo centroavante nos tempos de Corinthians e Cruzeiro. Vibrei com a sua contratação, mas agora acho que nem o Luxemburgo tem mais argumentos para mantê-lo no time.
Além de Wanderley estar decidindo os jogos, o cara entra com muita, muita, muita (mesmo) disposição e comemora muito, muito, muito (mesmo) os gols, criando uma identificação imediata com a galera. De mero desconhecido e esnobado, o centroavante agora já é unanimidade na arquibancada. Mais uma vez marcou um gol de raro oportunismo, senso de colocação na área, força e velocidade para se antecipar ao zagueiro e tocar antes que o goleiro chegasse na bola. E mais: com a confiança que vem ganhando, tem arriscado chutes, dribles e passes. A conseqüência é que uma hora acaba entrando. Será o novo Nunes?
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