Fiz questão de abrir um post especial dedicado ao melhor jogador do time em campo na tarde do último domingo em Macaé. Willians foi um monstro! Além de ter ganhado TODAS as disputas de bola, foi dele toda a jogada do terceiro gol. Guerreiro, bem ao seu estilo, ganhou a jogada pela esquerda com disposição, foi à linha de fundo como um autêntico ponta e cruzou com rara felicidade para o gol do menino Negueba. A ele devemos grande percentual dos três pontos conquistados.
Willians deve irritar os adversários, tamanha sua eficiência no quesito desarme. Não chega a ser um craque. Longe disso. Falta treinar muito o fundamento passe, o que muitas vezes compromete seu desempenho nos jogos. Mas o saldo é positivo se considerarmos a importância que ele tem para o sistema defensivo. E com os zagueiros que temos, o cara é indispensável, inegociável, invendável e imprestável, como diria o poeta Vicente Mateus. Além disso, tem vocação ofensiva. Realiza importante trabalho pela direita junto com Leo Moura, é ousado nos dribles pelos lados do campo (apesar de um percentual de acertos ainda regular) e tem um chute forte (não obstante as oportunidades sejam cada vez mais raras, devido à obrigação defensiva imposta a ele pelo nosso treinador).
Willians chegou à Gávea em 2009 sem muito alarde. Veio do insosso Santo André, mas, logo no primeiro coletivo, impressionou pela disposição. Ganhou a vaga de titular em um meio-campo com Petkovic e Kleberson e não saiu mais. Foi o jogador mais regular do tri-estadual e do hexacampeonato. Durante o Estadual de 2010, teve a única mancha no currículo vestindo o Manto Sagrado: a bitoca no rosto de Felipe Coutinho, do bacalhau, após pênalti cometido. Mas isso são águas passadas. Assim como todo o time, foi mal no Brasileirão do ano passado e quase foi negociado. Graças a Zico (Deus), a proposta do Santos não foi suficiente para tirá-lo da Gávea e suspeito de que, este ano, o cara vai arrebentar de novo.
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