Domingo acontece a primeira final do ano para o Flamengo. Mas pouco há de novo a ser dito. O elenco está começando um trabalho e a diretoria, em seu último ano de gestão, entra na reta final sem querer cometer os deslizes do ano desastroso que passou. Iniciamos bem 2011 com a conquista da Copinha, a contratação de Ronaldinho Gaúcho e os 100% de aproveitamento na Taça Guanabara. Temos tudo para continuar singrando águas tranqüilas.
No entanto, está claro que a equipe ainda não está pronta. Assim como a maioria absoluta dos times da 1ª divisão. Santos? Fluminense? Corinthians? Internacional? Grêmio? Cruzeiro? Desses, talvez apenas o último pareça estar um pouco à frente, devido às recentes goleadas na Libertadores (o que muitas vezes pode representar um retumbante engano, haja vista nosso co-irmão Vice da Gama). Mas experimente perguntar a um cruzeirense o que ele acha de Welington Paulista no comando de ataque e do mega star Roger reivindicando uma vaga na equipe titular, criando um racha no grupo.
O fato é que o Flamengo tem tudo para fazer parte da plêiade dos bambambans favoritos a ganhar os principais títulos nacionais em 2011. Com exceção feita à lateral-esquerda e ao comando de ataque, talvez não fiquemos devendo muita coisa aos demais clubes supracitados. Caso não venham novidades no segundo semestre, sugiro a escalação de Egídio e Wanderley, assim que este estiver recuperado. São limitados? Sim, mas motivados e confiantes podem fazer o feijão com arroz básico que precisamos para jantar nossos adversários caseiros. Não se esqueçam que na equipe campeã brasileira de 92, exceção feita a Júnior e Zinho, nosso escrete tinha nomes que nunca mais conseguiram ganhar nada em nenhuma outra agremiação, como Charles Guerreiro, Fabinho, Piá, Uidemar e Gaúcho. Isso sem citar Paulo Nunes e Júnior Baiano, jogadores de notória escassez técnica, mas que conseguiram enganar uns e outros pelo Brasil a fora.
Para o jogo de domingo, não há muito o que inventar. Tenho muito medo das criações rocambolescas do professor doutor Vanderlei Luxemburgo, que improvisa Angelim e Renato Abreu na lateral-esquerda, Ronaldinho Gaúcho como centroavante e a incógnita Bottinelli na armação, como fez no coletivo da última quinta-feira. Além de torcer para que nosso rei macedônico Felipe se recupere e mais uma vez envergue com nobreza e determinação o Manto Sagrado número 1, façamos o simples e escalemos os caras que vêm jogando e ganhando, ainda que sem grandes exibições circenses ou carnavalescas: "Não temos nada que dar espetáculo. Temos que ganhar os jogos", disse com singular sabedoria Thiago "Regenerado" Neves. Espero que nosso competente treinador não se esqueça que, na grande maioria das vezes, o bom e velho rice and beans desce muito melhor do que o enrolado e pretensioso rocambole.
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