domingo, 22 de maio de 2011

A noite do Urubu Rei

O Urubuzão Alfa mais uma vez mostrou como é que a banda toca: o leão vira leoa, o galo vira galinha e o peixe vira sardinha. Ontem à noite em Macaé não foi diferente. Logo na estréia do certame nacional, sem cerimônias, colocou logo a digníssima senhora do rei das selvas com as quatro patas no solo e regozijou-se na relva.

Na exibição de gala do Todo Poderoso Urubu Rei do ludopédio nacional, R10 deu o tom, Thiago Neves, Willians e Bottinelli prestaram auxílio luxuoso e até o Egídio jogou bem para espanto generalizado. Tudo bem que se não fossem os fraquíssimos manezinhos da ilha, teríamos sido vazados uma ou duas vezes, dada a displicência de David Braz e a inacreditável inaptidão de Wellington e Galhardo para o desporto futebolítico. Por outro lado, também poderíamos ter feito mais uns dois ou três, se, em lugar de Wanderley, tivéssemos algo que se aproximasse minimamente do que os antigos denominavam center-forward

Mas o que vale mesmo é enaltecer a realeza daquele que um dia rei, jamais perderá a majestade. Ronaldinho Gaúcho brilhou na terra do pré-sal fluminense, fazendo até mesmo a jazida Bacia de Campos estremecer em seu louvor. O repertório do craque rubro-negro beirou o extraterreno: toquezinho de calcanhar, lançamentos precisos, caneta, olho pr´um lado, toque pro outro, arrancada e golaço para esquentar a fria noite macaense.

Não precisamos muito mais do que isso, não. Basta agora repetir esta apresentação em metade dos próximos jogos, de preferência diante de oponentes um pouco mais qualificados e motivados. No mais, continuamos aguardando os reforços pontuais para as posições sabidamente carentes de nosso plantel para darmos prosseguimento à contagem regressiva que nos levará a elevar, pela sétima vez, o laurel máximo do futebol brasileiro: faltam (só) 37!

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