segunda-feira, 2 de maio de 2011

Essa loteria é barbada

Se o azarão ganha uma vez é sorte. Se ganha duas vezes, é muita sorte. Se ganhar três vezes, aposte no azarão. É mais ou menos esta a moral da história para aqueles que ainda acreditam que pênalti é loteria. O histórico inconteste de vitórias do cavalo prova que ele é realmente o melhor do páreo. O campeão carioca invicto de 2011 é o Clube de Regatas do Flamengo, aquele que não perde uma decisão por pênaltis há sete anos. Sorte?

Neste certame, não perdemos uma partida sequer, mesmo aquela em que fomos fragorosamente garfados pela arbitragem e jogamos sem dois de nossos mais badalados jogadores. Nas partidas em que não terminamos os 90 minutos em vantagem no marcador e o regulamento exigia que houvesse um vencedor, fomos mais competentes, mais frios, mais precisos e tivemos mais poder de decisão nas cobranças alternadas de tiros livres da marca do pênalti. Nosso ótimo goleiro defendeu as cobranças que tinham o endereço do gol e estavam ao seu alcance e os nossos cobradores tiveram a eficiência mínima necessária para superar todos os adversários: Botafogo (semifinal da Taça Guanabara), Fluminense (semifinal da Taça Rio) e Vasco (final da Taça Rio). Precisa dizer mais alguma coisa?

Não somos a equipe dos sonhos dos torcedores? Ronaldinho Gaúcho ainda não encanta os sábios especialistas do bruto esporte bretão? Temos jogadores fracos demais para as tradições rubro-negras na lateral-esquerda, zaga central e no comando de ataque? Não enfrentamos adversários verdadeiramente fortes (onde estão eles?)? Então, algum mérito nossa comissão técnica deve ter. Assim como atletas que se destacaram no campeonato, quais sejam: Felipe, Léo Moura, David Braz, Willians e Thiago Neves.

Que venham os tais bichos-papões do ludopédio nacional nas fases finais da Copa do Brasil e no vindouro Campeonato Brasileiro. Até lá, nossa diretoria certamente dará um jeito de ajeitar o time, suprindo as carências de que ainda padecemos, sem, com isso, perder o entrosamento que a equipe vai aos poucos assimilando. Se por um lado, o título estadual não será a peneira que esconderá a ofuscante verdade, por outro, poderá ser a lupa que servirá para melhor analisar o consistente trabalho de Luxemburgo, Antônio Melo e Cia à frente da comissão técnica.

E, no próximo páreo, aposte no cavalo mais habituado a vencer.

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